segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Outono...contadora de estórias





OUTONO


Eu sou uma contadora de estórias, quando descobri isso, não sei, de repente me vi contando estórias no elevador do Shopping, num lugar absurdo, para mim que adora a natureza, o Beija-flor, o hibisco florindo a minha volta e, fui contar estória num lugar tão diferente.
Mas vamos ao que interessa, estava subindo no elevador panorâmico e, vimos um Ovo de Páscoa enorme, desses de entrar para o guinness book, então surgiu a conversa sobre o assalto que aconteceu, na nossa casa, quando eu havia escondido, no meio  das minhas roupas imensas barras de chocolates para comer escondido das filhas. (Eu era chocólatra na época). Entrei apavorada e ninguém entendeu o porque da minha correria. A casa toda revirada e, eu procura e procurava. Até que falei: levaram o meu chocolate! As filhas me olharam sem entender.Tive finalmente que explicar, no meio do tumulto que escondia barras de chocolate a muito tempo no meio das roupas. E, é claro a risada foi geral, inclusive de alívio pois a tensão era enorme.
De repente uma senhora muito bem vestida grita e o chocolate?  Todos se viraram para mim fiquei sem jeito e dei um sorriso sem graça, o elevador abriu a porta e descemos todos juntos, para o corredor.
Percebi neste momento que eu era uma contadora de estórias.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

TÚNEL

No fundo a luz da janela
O banheiro,túnel,colorido
Marrom,verde,rosado,branco
Prateado...
Túnel meio quadrado
         meio civilizado
        com luz meio
                artificial
       meio natural
          ao fundo.
Mas no fundo bem lá no fundo
como pano de fundo, uma música
a chuva cai copiosa e ardilosa.

Cappuccino da Dona Pátria

Batia bem...
Media certinho,uma medida de Iguaçu Clássico
Duas de Iguaçu Cappuccino
Se não ,não dava certo
Não dava ponto,
Depois era só bater
Bate muito bem,
Até ficar clarinho
Esta era a receita
Do velho Cappuccino
Feito na casa da Dona Pátria

Fio de Luz

O sábia tem o olhar severo
Desliza pelo pátio como se desfilasse numa passarela
Soberano,elegante como só ele.
Tem um porte único.
Olha para um lado calmo um passo de cada vez...
E segue sem pressa.
Seus trinados deslizam pelo nossos ouvidos
 deslumbrantes aconchegantes
No final da tarde
Lá está ele no fio garboso, elegante
Nem se dá conta que pousa no fio de luz
Em vez do galho de árvore
Se soubesse a diferença...
Agora é o fio de luz
Quem cruza o seu caminho.
Antes quem estava por ali era
A velha Figueira ou o frondoso Ipê.
Hoje são os Fios de Luz...